sexta-feira, 5 de julho de 2013

POR FAVOR, NÃO MATEM OS VOSSOS FILHOS!


POR FAVOR, NÃO MATEM OS VOSSOS FILHOS!


       Assassinar os próprios filhos ameaça tornar-se um crime vulgar e banal. Vivemos numa sociedade corrupta, egoísta e desumanizada, onde a guerra económica despedaça os direitos humanos.
        Andamos desorientados e perdidos, cegos e surdos, a lamber as nossas feridas como cães maltratados. A Família, a verdadeira estrutura social, desaba como uma casa podre e desfaz-se em escombros e pó. 
As crianças são mais uns quantos números desvalorizados, neste problema de raiz quadrada estúpida e errada.
         Os pais, os progenitores, transformaram-se em genitais e espermatozóides, infecundos de sentimentos, que descartam os filhos com nojo, como se as crianças fossem o peganhento esperma de um preservativo, que eles não tiveram a sensibilidade e a inteligência de usar. Mentem, fogem, desaparecem, despedem-se dos empregos para não pagar os alimentos aos filhos e não contribuírem  para   a sua formação e educação. Vão para os tribunais discutir questões mal resolvidas de sexo, cama e ódios da intimidade, ignorando a dor desgraçada das crianças que geraram.
          Dito tudo isto, vá lá, provem-me que o Amor não é apenas uma faca, um revólver, uma cápsula de veneno, um fogo posto.
         Provem-me que esta realidade é mentira, ou somente um devaneio diabólico da minha imaginação, porque eu amo a minha Família e quero ser feliz.
          Provem-se, amem-se, ou odeiem-se, mas, por favor, NÃO MATEM OS VOSSOS FILHOS!