terça-feira, 8 de novembro de 2011

LIVRO DE POESIA "REDES" EM ANGOLA




É com enorme satisfação que acolho o facto do meu livro de Poesia "Redes" ter sido escolhido para fazer parte do catálogo de obras, de várias editoras, que as Edições Cosmos estão a apresentar e a comercializar em Angola.
Mais do que a gratificação do meu trabalho, significa que efectivamente a poesia é um pássaro de asas soltas no coração dos homens, que atravessa o tempo e a distância com um fraterno esvoaçar de sentimentos.
Precisamente nesse sentido, gostaria de partilhar a mensagem da contracapa do livro e um poema que consta do mesmo e que não são apenas frases ou versos mas, sobretudo, gritos de liberdade e de esperança.

Contracapa

Como peixes pescados pela malha apertada e insensível da vida, debatemo-nos com a culpa na alma e os gestos presos de solidão.
Só a liberdade do Amor nos pode salvar e rasgar as redes que nos tolhem os sentimentos.
Portanto, rasguemos as redes com o coração feliz.

Poema

Chamem um Palhaço 

Chamem um palhaço.
Chamem com urgência
o S.O.S.,
o 112,
uma ambulância,
mas por favor
chamem também um palhaço.
É que este povo
está a morrer de um ataque profundo
de stress e de tristeza
e necessita receber uma transfusão de energia
e o ritmo cardíaco de uma gargalhada.
Chamem um palhaço
para que a vida possa sorrir
um sorriso simples
e não ser apenas
um circo de feras,
contorcionistas e malabaristas,
devorados,
desequilibrados,
enrolados e enredados
num espectáculo infeliz de guerras,
suicídios
e cenas de sobrevivência.

Chamem um palhaço,
porque é preciso rir à gargalhada
para acordar do coma a alegria.

Vídeo da Declamação pela actriz Filomema Santos



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A Poesia no Largo ou A Festa da Poesia

Na tarde do passado sábado 24/09/2011, tive o prazer de estar presente num excelente evento realizado no Largo Vasco da Gama na Chamusca, onde a Câmara Municipal local e a sua Biblioteca conseguiram congregar as pessoas e os versos num poemário comum.
Ali, tive a oportunidade de declamar um poema sobre a Vila, a sua vida, e algumas pessoas que marcaram o tempo já distante da minha infância.
Não podia deixar de o partilhar com os vossos sentimentos.


QUANDO EU ERA MENINO


Quando eu era menino,
as vacas e as ovelhas acordavam as manhãs
com o som dos chocalhos e dos balidos.
Ranchos de homens nasciam com o sol
e acendendo os cigarros na pederneira do lusco-fusco
iam matar o bicho na tasca do António Cruz.
Dali, um bando deles,
esvoaçava como garças para os campos,
ende iam rasgar a terra com os bicos
e semeá-la e plantá-la com o fruto do suor.
Os outros, como ciclistas,
pedalando num contra-relógio,
tentavam vencer a tempo
a sirene da ferra da fábrica de tomate.

À mesma hora estremunhada da manhã
sobre o equilíbrio das cabeças enrodilhadas
com trouxas de roupa,
já as mulheres se encaminhavam
para os portos do Carvão e das Mulheres,
para irem lavar o sono dos lençóis no Tejo,
no leito rumoroso do qual
o Manuel Grilo e o Francisco Fernandes
faziam deslizar os barcos a favor da corrente,
lançando à água o véu das redes
para emalhar os barbos e as fataças.


Mais tarde, quando o reflexo do sol,
se reflectia no espelho branco das casas,
o menino ia brincar com as palavras
para a escola do mestre Manuel Barroso
onde aprendia o significado do país
e o abecedário da vida.


Naquela época tudo era tão simples
como o ciclo do tempo,
onde à noite se sucede o dia
e os anos aos meses,
com tanta naturalidade como o regresso das cegonhas
todas as primaveras aos seus ninhos
encavalitados nos eucaliptos da Estrada Nacional 118,
ou a extravasão das cheias que saltavam
numa vaga imensa sobre o tapadão,
inundando a tranquilidade verde dos campos
e o silêncio morno das casas.


Quando eu era menino
as estrelas brilhavam como malmequeres amarelos,
o cheiro da noite rescendia a feno
e a lua incendiava de luz o terreiro do baile
onde os pares ardiam de alegria
dançando enleados ao ritmo da música
encantada pela concertina alegre do Chico da taberna.


Quando eu era criança
a Vila era uma espécie de salgueiro
de ramos tranquilos e infinitos,
onde os meninos como bandos de estorninhos
vinham pousar sobre as folhas soltas pelo vento
batendo asas na ilusão da liberdade.


Quando eu era menino
hoje é já somente uma memória,
mas o umbigo do mundo
e as raízes da minha vida
continuam a brotar com fervor
do ventre da minha Terra.





sábado, 30 de julho de 2011

"A LIÇÃO DO RINOCERONTE" - O EVENTO NA 36.ª EDIÇÃO DA FEIRA DO LIVRO DA NAZARÉ

Decorreu ontem, inserida no programa da 36.ª Feira do Livro da Nazaré, a sessão de autógrafos e oferta às crianças do livro infanto-juvenil “A Lição do Rinoceronte”. Foi um excelente evento familiar, onde filhos, pais e avós estiveram unidos e reunidos em torno de uma história sobra a Família, a Amizade e o Amor.

Agradeço a todos os presentes e em particular à Câmara Municipal da Chamusca, às Edições Cosmos, à Biblioteca da Nazaré e à minha mulher, a ilustradora da obra, por tornarem possível este meu prazer e orgulho em oferecer livros às crianças.

Gesto simples, mas significativo, para quem acredita que as crianças devem ser educadas e amadas num tempo sempre presente.

Depois de cerca de 400 exemplares do livro autografados e dedicados pessoalmente e após uma viagem ao longo de um ano com o “Rinoceronte”, aprendi muito com ele e ambos mantemos uma certeza comum: só a Família, o Amor e a Amizade, podem fazer da nossa vida uma história feliz.

terça-feira, 19 de julho de 2011

"A Lição do Rinoceronte" - Sessão de Autógrafos e oferta do livro às crianças - 36.ª Feira do Livro da Nazaré

Este foi um projecto conjunto entre mim, a Câmara Municipal da Chamusca e as Edições Cosmos.

Com o objectivo de incentivar a leitura e educar para os valores fundamentais da Amizade, do Amor e da Família, com o simples gesto de oferecer livros.

No dia 29 de Julho, pelas 22 horas, inserido na programação da 36.ª Feira do Livro da Nazaré, lá estarei feliz a distribuir livros e carinho às crianças.


domingo, 26 de junho de 2011

Apresentação/Tertúlia do Livro "Os Filhos Não São Maus" na Livraria Mensagem Aberta em Vila Franca de Xira

Num ambiente íntimo, numa tertúlia onde se debateram os nossos problemas como pais e os dos nossos filhos e se falou da família no contexto social, decorreu ontem na Livraria Mensagem Aberta, em Vila Franca de Xira, mais uma apresentação do livro "Os Filhos Não São Maus". Aos presentes agradeço a sua presença, bem como a dinâmica e o diálogo que transmitiram ao evento.
Agradecimentos especiais à Susana, à Francisca e a António Matias Coelho.




Comentário veiculado pela Biblioteca Ruy Gomes da Silva ao evento do lançamento do Livro "Os Filhos Não São Maus"




No lançamento do livro de Carlos Santos Oliveira, Os Filhos Não São Maus, a sala polivalente da Biblioteca Municipal tornou-se pequena para acolher todos que pretenderam partilhar este momento com o escritor chamusquense.

Foi perturbador e uma tomada de consciência para os casos de violência praticados no seio familiar, local que deveria ser de amor e protecção. Principalmente, este livro procura ser um despertar para a realidade que nos rodeia...

domingo, 5 de junho de 2011

LANÇAMENTO DO LIVRO "OS FILHOS NÃO SÃO MAUS"

LANÇAMENTO DO LIVRO "OS FILHOS NÃO SÃO MAUS"






Decorreu ontem dia 4 de Junho, pelas 15:00 horas, na Biblioteca Municipal da Chamusca - Ruy Gomes da Silva, o lançamento do meu livro "Os Filhos Não São Maus".
A apresentação da obra pela psicóloga-Terapeuta Familiar, Dr.ª Susana Luís Gonçalves foi extraordinária. Sem apresentar fórmulas para solucionar os graves problemas de violência no relacionamento entre pais e filhos, da falta de afectos, de diálogo, de compreensão e Amor, que o livro aborda, conseguiu no entanto, de uma forma despertensiosa, captar a atenção do auditório que enchia por completo a sala do evento, fazendo reflectir as pessoas sobre o seu comportamento, comprometendo-as com a realidade social e com a necessidade de se empenharem mais, como pais e como filhos, na construção de uma sociedade verdadeiramente afectiva.
O despertador e o som do mesmo que usou como "metáfora" para, no seu entender, simbolizar o que o livro pretende: despertar as consciências, foi um momento sublime; um acordar colectivo.
Relativamente à minha intervenção, nela referi o que acho fundamental: que a violência que vemos diariamente nas imagens da televisão e que ocorre no nosso dia-a-dia, é em grande parte uma consequência do que se passa no seio familiar. A ausência de Amor e de entendimento na família, só pode contribuir para a consolidação de uma sociedade mais egoísta, mais violenta e menos humana.
No mais falei que o livro é constituído por 20 histórias.
Serão todas elas baseadas em factos reais? Só algumas o serão? Esse é um assunto que deixo à liberdade dos leitores. Sendo certo que por mais absurdas que possam parecer essas histórias, elas são apenas um reflexo das nossas vidas.
Aproveito a oportunidade para agradecer ao Presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Sérgio Carrinho, que abriu o evento com palavras de incentivo ao autor e de esperança num futuro com mais desenvolvimento e progresso social. Agradeço igualmente aos Vereadores presentes, aos membros da Assembleia Municipal, à Presidente da Junta de Freguesia de Chamusca, à própria Câmara Municipal, à Biblioteca Ruy Gomes da Silva e às funcionárias da mesma que comigo colaboraram e tornaram possível a realização do evento. Agradeço carinhosamente aos meus amigos, aos meus familiares e a todo o público presente e que fizeram do lançamento mais um momento inesquecível na minha vida.
Gostaria ainda, em particular, de agradecer à minha afilhada Patrícia Pais e ao meu irmão Paulo Oliveira, a sua ajuda e carinho e a quem durante o lançamento não me referi e a quem peço desculpa pelo esquecimento.
Por último só me resta deixar um muito obrigada a todos os que colaboram no livro e no evento e desejar que esta obra possa contribuir para melhorar as nossas vidas

sábado, 5 de março de 2011

Verso a Verso se Abraçam os Sentimentos

         No dia 26/02/2011, na Biblioteca Ruy Gomes da Silva, na Chamusca, a minha obra poética foi revisitada e declamada na Tertúlia de Poesia.
         Foi uma tarde de verdadeira comunhão com a Amizade, a Liberdade e o Amor.
         A Poesia cumpriu a sua obrigação: tornar-se humana  e partilhar os sentimentos, pedaço a pedaço como um pão.
         Só me resta agradecer à Câmara Municipal da Chamusca e a todos os que estiverem presentes, por esta sincera "homenagem" e pela sensibilidade e carinho com que declamaram os meus poemas e se abraçaram às palavras.

          Reportagem mais Completa do Evento






          
           Excerto da Reportagem





      
           O Convite

        
         Capa do Pequeno Livro ofertado aos presentes















sábado, 29 de janeiro de 2011

Video contendo excerto (2.ª parte) da entrevista que dei ao Programa E2, na rubrica "Um Livro Porque Sim, sobre o livro "Sentenças da Vida", e que foi exibida na RTP2 em Novembro de 2009.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011


Vídeo contendo excerto (1.ª parte) da entrevista que dei ao Programa E2, na rubrica "Um Livro Porque Sim",  sobre o livro "Sentenças da Vida", e que passou na RTP2 em Novembro de 2009.