quinta-feira, 6 de junho de 2013

UMA CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA




         Pacotes de leite vazios, papelão, metais, pedaços de vidro, garrafas, garrafões, latas vazias, filtros de café usados, restos de linhas, botões abandonados e uma extraordinária criatividade e consciência ecológica, fazem parte da exposição de Zenaide Santos Oliveira, que está patente, desde 05/06/2013, na Biblioteca Ruy Gomes da Silva na Chamusca.
            Reciclar, reduzir, reutilizar e reinventar, são temas de uma mensagem única: proteger o ambiente e a vida.
          Porque vivo  o dia-a-dia com esta Mulher, admiro a excelência do seu trabalho e comungo das suas motivações ambientais, elaborei os textos que apresentam a artista e a exposição.

















BIOGRAFIA


Zenaide Maria Lima dos Santos Oliveira, nasceu em 27/05/1974 em Vila Franca do Campo, Ilha de S. Miguel, Açores.
No ano de 2001 concluiu a licenciatura em Ensino Básico – 1.º Ciclo, pela Universidade dos Açores.
No ano lectivo de 2002/2003 iniciou a sua actividade como professora. Actualmente faz parte do Quadro de Zona Pedagógica de Vila Franca do Campo.
A componente ecológica e ambiental foi sempre uma preocupação na sua vida pessoal e profissional.
No ano lectivo de 2009/2010, submeteu à aprovação do Conselho Pedagógico da Escola Básica e Secundária de Vila Franca do Campo o projecto inédito da “Quinta Pedagógica das Palmeiras” que, para além de motivar os alunos para a frequência do ensino e para a aprendizagem, tinha como vertentes principais a Educação para a Cidadania, o Respeito pela Natureza e a Educação Ecológica.
A compostagem foi uma das actividades implementadas, como forma de eliminar os resíduos sólidos domésticos, evitando a sua acumulação em aterros sanitários e usando-os como fertilizantes do terreno onde foi criada uma horta biológica, na qual os alunos se envolveram na experiência de preservar e cuidar dos recursos da terra, semeando, plantando, regando, mondando e colhendo os vegetais e os frutos.
A intervenção ambiental de Zenaide Santos Oliveira viria a tornar-se mais vincada, com  a sua vinda para a Chamusca, em Agosto de 2010, onde ao abrigo de uma licença Parental para Assistência a Filhos, começou a reciclar, reutilizar e reduzir, vidro, cartão, latas, roupas velhas, pacotes de leite vazios, filtros de café, linhas, botões e metais, transformando-os em malas, bolsas, carteiras, cintos, tapetes, quadros e objectos decorativos, envolvendo muitos habitantes da Vila nas suas actividades e a quem agradece o seu empenho e Amizade.
Os seus trabalhos encontram-se já por todo o País e igualmente no estrangeiro, nomeadamente no Brasil, nos Estados Unidos da América, na Polónia e no Canadá. 

Para mais informações sobre as suas obras aceda ao blogue: oluxovemdolixo.blogspot.com


A MULHER QUE EU CANTO


A Mulher que eu canto
tem nas mãos o encantamento
de trabalhar o lixo e o carinho,
com gestos artesanais de ternura,
numa delicada protecção
da Natureza e do Amor.

A Mulher que eu canto,
é uma peça do Universo,
uma estrela de lata,
uma lua de vidro,
um céu de farrapos,
uma floresta de cartão.

A Mulher que eu canto,
recicla o dia-a-dia
com pedaços de vida
e retalhos de paixão.






POLUIÇÃO ATRAVÉS DOS RESÍDUOS SÓLIDOS

Diariamente são produzidos dois milhões de toneladas de lixo no mundo.
A falta de condições adequadas para acondicionar e tratar os resíduos sólidos, traz graves repercussões em termos ambientais, sociais e no domínio da saúde pública.
O impacto nocivo reflecte-se na contaminação dos solos, subsolos, nos cursos de água, na fauna e na flora, provocando ainda erosões e enchentes.

IDEIAS SIMPLES PARA ATENUAR O PROBLEMA

O primeiro passo é prepararmos e trabalharmos a nossa mente para uma consciência ecológica.
Se não formos possuidores de habilidade manual para reutilizarmos algum do lixo que produzimos diariamente na nossa casa, podemos, no entanto, criar o hábito de fazer a separação dos objectos por géneros e colocá-los nos respectivos depósitos dos ecopontos.
Tratando-se de uma pessoa com alguma criatividade, pense na utilidade que algumas garrafas, latas, pacotes de leite vazios, cartões, papelões e roupas usadas podem ter na qualidade da sua vida e na decoração da sua casa e crie. Trabalhe a sustentabilidade dos desperdícios e vai entender porque razão “nem os trapos são velhos.”
O objectivo primordial de protecção do ambiente está ao alcance das nossas mãos, se através de pequenos gestos reduzirmos, reciclarmos e reutilizarmos o nosso lixo doméstico, dando-lhe uma vida nova, mais atractiva e saudável.

A NATUREZA e os nossos FILHOS agradecem!