terça-feira, 25 de abril de 2017

AMOR E SEXO


Apenas conhecemos duas palavras que servem para juntar os corpos e os sentimentos, ou para lhes dar significado: AMOR E SEXO. Mas não temos poder sobre elas. Não as podemos controlar. Desconhecemos quando elas mentem ou dizem a verdade. Quando estão unidas ou de costas voltadas. Quando nenhuma delas existe, apesar dos atos praticados. Quando deixam de ser simplesmente palavras e passam a ser o sangue vivo dos sentimentos.
Amor e sexo, tão diferentes na língua quanto no corpo da grafia. A sua conjugação só pode ser feita pelo simbolismo dos sentidos, pela sensibilidade das sensações e dos afetos. Não sabemos qual o seu lugar na ordem das intenções: virá primeiro o sexo e depois o Amor? Ou será o inverso? Poderá sobreviver o Amor sem sexo ou o sexo sem Amor? Viverão em comum? Ou poderá nem sequer existir nenhum destes fatores no coração de uma vida humana? Nem tão-somente no consciente ou subconsciente do ser humano?
Provavelmente só cada um poderá responder com a sua vida. Eu limito-me a responder com a minha e sei que o sexo e o Amor condicionam o nosso dia-a-dia, transformam a sociedade, viram os corpos do avesso e fazem-nos emocionar e sofrer toda a espécie de distúrbios, de sensações e de sentimentos, sendo a alegria e a tristeza os extremos dessa sensibilidade.
 Talvez haja um “complexo do sexo” e um “complexo do Amor”, ou apenas um complexo único que conjuga os dois? A única certeza que possuo é que a vida é complexa, simplesmente porque nós somos tão estupidamente complexos.