terça-feira, 9 de setembro de 2014

A NATUREZA DO AMOR

A NATUREZA DO AMOR

            Pousaste um beijo sobre os seus lábios, feliz como um passarinho que bebe a sede na frescura de um riacho.
A tarde já fechava os olhos, deitando a cabeça na almofada da noite, mas o dia nascia naquele preciso momento com a aurora do desejo.
            Ele estendeu a ponte do braço, até alcançar a distância do teu rosto e unir a margem dos dois corpos, com o afago meigo de uma carícia.
            O vento assobiava na folhagem das árvores e tudo o mais era um eco profundo dos sentidos, no silêncio perfeito da paisagem.
            A erva era farta, verde e macia como um colchão de sonhos, onde o homem e a mulher desejavam viver a emoção de amar-se.
       As palavras estavam completamente nuas, quando os corpos se vestiram com a pele da paixão e se amaram, um por dentro do outro, a alma, os músculos e o carinho, como raízes, troncos e ramos, brotando da natureza do AMOR.