quinta-feira, 25 de abril de 2013

A LIBERDADE DA MEMÓRIA





      A convite da Biblioteca Ruy Gomes da Silva, da Chamusca, estive hoje presente no evento "Poesia e Liberdade", inserido nas comemorações do dia 25 de Abril.


     Como entendo que o Homem só é verdadeiramente livre no pensamento e na sua memória, apresentei um texto de prosa poética que reflecte o espaço real da minha infância, adolescência e juventude, perseguidas por um tempo adulto, imaturo, cruel, autoritário e opressivo, de uma sociedade sem remorsos de torturar pétala a pétala os cravos da liberdade.





A Liberdade da Memória

Nasci no dia 06/01/1963, na Vila da Chamusca, no leito do Ribatejo. A minha infância, adolescência e juventude foram como que pintadas numas pinceladas de natureza: a arquitectura de traços simples e tons brancos, harmonizava-se com as aguarelas verdes e castanhas da charneca e da lezíria e, no centro de tudo, a unir todas as coisas, como a profundidade de um abraço a irrigar as raízes da vida, o coração do Tejo.
      A Vila era um lugar de silêncio e tranquilidade que se tornou quase surdo, quando as pessoas e as suas palavras emigraram nos comboios, ou nas camionetas e carros dos “passadores”, a salto para França e outros países da Europa, para livres e condignamente construírem os seus ninhos familiares, que na sua Terra só as aves, como as cegonhas, tinham a liberdade de construir, nos eucaliptos situados a norte da Chamusca e que bordejavam a Estrada Nacional 118.
    Surdez que se tornou mais audível, quando os homens jovens foram arrancados da Terra, despejados sobre os convés dos navios e depois, de olhos salgados de mar e de lágrimas, foram plantados nas terras inóspitas e inférteis de África, onde apenas a guerra e a morte subsistiam.
        Entretanto, no dia 25 de Abril de 1974, deu-se a Revolução e, como uma cheia de liberdade, galgou o Tapadão, embebeu-se pelos campos e veio beijar os pés da Terra Branca.
     Como cegonhas, os emigrantes num gesto de asa esvoaçaram para a Chamusca onde voltaram a aninhar-se nos seus lares.
    Os militares regressaram felizes, com a esperança viva nos corpos desarmados.
         O sol brilhava tão intensamente, como um coração a acender de sangue as candeias da alma, e tudo parecia tão perfeito como a paisagem vista dos olhos do Mirante.
          Hoje, neste profundo labirinto humano, onde o passado, o presente e o futuro se confundem, se repetem e se perdem, como cegos tacteando sombras sem saída, só os pormenores e sentimentos da infância, adolescência e juventude vivem livres na minha memória, o único espaço que ainda resiste à traição do tempo e à ditadura de um mundo sem liberdade.

terça-feira, 2 de abril de 2013

LIVRO "UM MENINO FELIZ NA CHAMUSCA" EM EXPOSIÇÃO




            Desde o passado dia 19/03/2013 que os desenhos originais do livro, bem assim como alguns excertos do mesmo, se encontram em exposição na Biblioteca Municipal Ruy Gomes da Silva, na Chamusca.
            O patrocínio do livro por parte da Câmara Municipal da Chamusca, o seu lançamento e exposição, provam o reconhecimento da qualidade da obra, mas também evidenciam a sensibilidade de quem coordena a cultura neste Concelho e a Biblioteca em particular, dando aos autores a atenção que merecem e contribuindo conjuntamente para a educação e formação humana.
            A Biblioteca Municipal Ruy Gomes da Silva é já, sem qualquer dúvida, uma referência a nível nacional pela sua dinamização e crescente envolvimento social. Por isso só posso sentir-me orgulhoso e agradecido por poder contribuir com o meu trabalho para a construção de uma sociedade mais culta, educada, e com valores mais ricos de humanidade.



    Apresento, a seguir, alguns dos desenhos do livro da autoria de Zenaide Santos Oliveira




terça-feira, 19 de março de 2013

ENTREVISTA AO BLOGUE "FLAMES"


    Esta foi a entrevista que dei a um importante blogue português sobre literatura, cinema e espectáculos, de nome "FLAMES", e que é dinamizado por duas psicólogas de Coimbra (Roberta e Mariana).

http://flamesmr.blogspot.pt/2013/03/entrevista-ao-autor-carlos-oliveira.html

SeGUNDA-FEIRA, 18 DE MARÇO DE 2013

  

Entrevista ao autor Carlos Santos Oliveira


Carlos Santos Oliveira






Carlos Santos Oliveira nasceu na Chamusca, no Ribatejo, onde durante alguns anos exerceu a profissão de jornalista.  Desenvolveu ainda actividades como animador de rádio e actor.
Viveu no Brasil, país onde frequentou o curso de Línguas e Literatura Moderna e foi membro do CIP (Centro de Imigrantes Portugueses), que realizava eventos de divulgação da cultura portuguesa.
Bacharel em Comunicação, foi professor nos Açores e é actualmente oficial de justiça. Tem inúmeros textos publicados em vários jornais e alguns dos seus poemas fazem parte de colectâneas de poesia.
Em 2008 publicou o romance É Tão Fácil Morrer, em 2009 o livro de poesia Redes e o livro de relatos Sentenças da Vida. No ano de 2010 publicou o livro infanto-juvenil A Lição do Rinoceronte e em 2011 o livro de estórias Os Filhos Não São Maus. Os seus últimos dois livros intitulam-se O Peso das Gordas... e Um Menino Feliz na Chamusca.
  
Qual é a sua nacionalidade: Portuguesa
O seu Filme favorito: “O Crepúsculo dos Deuses”, realizado por Billy Wilder.
O seu Livro favorito: “O Sol dos Scortas” – Laurent Gaudé.
O seu Anime favorito: Não tenho
O seu Manga favorito: Não tenho 
O seu Evento/Espectáculo de música/Programa de Entretenimento favorito: Heróis do Mar, Pólo Norte, Rui Veloso.
A sua Série de televisão favorita: “Ruca”
Muitos dos seus livros misturam vidas reais, duras e difíceis, com uma escrita poética. À partida poderia parecer uma mistura “estranha”, no entanto nós gostámos imenso. Fá-lo com algum propósito específico de “aligeirar” de alguma forma o modo como o leitor se irá sentir, ou tem mais a ver com o seu estilo de escrita pessoal?
Tenho 7 livros publicados. Apenas um deles é de poesia, “Redes”. Mas há um outro com alguns laivos de prosa poética, penso que é a esse que se referem, “Sentenças da Vida”. Por se tratar de um livro descritivo de factos reais vividos num Tribunal de Família e Menores, envolvendo, sobretudo, crianças maltratadas, houve, da minha parte, como que um instinto de as proteger e de as abraçar com profunda ternura. A necessidade e o desejo de partilhar esse Amor com elas resultou numa obra com uma mensagem muito sensitiva.
Daqui se depreende que jamais será meu propósito “aligeirar” o que escrevo, porque entre os leitores estão muitos daqueles que maltratam os filhos e as mulheres. É preciso desmascará-los e, se possível, fazê-los reflectir e levá-los a parar com a violência. 

Ainda não lemos o livro “O Peso das Gordas – porque qualquer Mulher é muito mais do que um corpo”. Parece-nos um tema muito relevante e actual. O que nos pode dizer sobre ele?
Esse livro afirma que as mulheres se devem amar e que merecem ser amadas. Nenhuma mulher pode ser valorizada ou ridicularizada apenas devido ao aspecto do seu corpo. É claro que a auto estima é fundamental e que nenhuma mulher gosta de ser feia ou ter um corpo mal feito, contudo penso que as mulheres se estão a deixar instrumentalizar pelo desejo sexual dos homens e pelo preconceito social. No fundo pretende-se que elas sejam apenas um corpo. A inteligência, a sensibilidade, a afectividade e a sua função primordial como mães deixa de ter qualquer importância ou significado, desde que elas não tenham as medidas alinhadas pelos padrões de beleza social. Isto sim é que é ridículo! As mulheres entrarem em clínicas de fabrico em série, para saírem com o mesmo código de barras e serem “vendáveis” no mercado comercial da vaidade
. É evidente que a indústria estética e das “gordas” é uma das mais rentáveis no momento, por isso convém continuar a lançar o medo pânico sobre as mulheres e fazê-las acreditar que têm sempre uns quilos a mais e que isso faz delas umas “antas”, “vacas” ou “baleias”.
O livro é uma novela, um testemunho e tem também referências sobre a história do cinema, da pintura e da evolução e “involução” da mentalidade social relativamente à mulher.

Aborda as dietas malucas, a loucura das operações de redução de estômago, mas também o sucesso que se pode conseguir, para perder peso, só com a auto estima, o exercício físico e uma alimentação adequada. Mais uma vez, à semelhança de outras obras que publiquei, o livro e os personagens são praticamente decalcados da realidade. A ficção é só o quanto basta para temperar o texto. A grande pergunta do livro é saber se as mulheres pretendem ser humanas e lutar pelos seus direitos, ou preferem ser usadas, abusadas, discriminadas e singelas bonequinhas de estimação?

Sabemos que, para si, o amor é um sentimento em extinção. O que o leva a proferir tais palavras?  
Trabalho há cerca de 11 anos em Tribunais de Família e Menores, para além de toda a minha experiência social, e o que vejo é desolador. O egoísmo tem vindo num crescendo. As pessoas confundem amor e sexo, ou vice-versa, numa trapalhada. Casam-se por ser tradicional e descasam-se por estar na moda. Fazem filhos dos quais depois se descartam rapidamente como se eles fossem vulgares preservativos. Vivem de aparências e o materialismo é o seu maior objectivo, por isso dar uns murros nas mulheres e uns pontapés nos filhos mais não é do que a manifestação violenta dessa falta de afectos. Penso que as pessoas não têm ideia do número de crianças abandonadas e maltratadas que são uma sobrelotação para os tribunais. Uma vergonha e uma desgraça social. Ultimamente surgiu uma nova modalidade desta tragédia: os pais a assassinarem os próprios filhos. Felizmente que ainda existem muitas pessoas que praticam de facto o Amor. Tenho esperança que elas possam fazer sobreviver a cultura da afectividade.

O amor é, também, um dos temas fundamentais de todos os seus livros. Consegue transmitir-nos a importância do amor de uma forma não “lamechas”... antes pelo contrário. Não é fácil, a nosso ver, falar de certas temáticas sem cair, por momentos, no campo do ridículo. Como o faz? 

Talvez devido a uma entrevista que dei a um programa de televisão, a produção tenha tentado criar um pouco de “espectáculo” à volta do meu livro “O Peso das Gordas – porque qualquer Mulher é muito mais do que um corpo”, que serviria mais os interesses de captação de audiências. Contudo, não me deixei conduzir nesse sentido e penso que defendi a obra e a Mulher de uma forma muito digna, e não deixei que fossem ridicularizadas. Trata-se de um livro de Amor dedicado às mulheres e só quem não o leu pode interpretá-lo de outra forma. Completando a vossa pergunta, devo referir que todos os meus livros reflectem e apelam ao que acho ser fundamental a qualquer ser humano e à sociedade: o Amor, a Amizade e a Família. Penso que não é necessário embelezar as palavras com pétalas, porque os sentimentos também têm espinhos e ferem a alma. Não se pode recear falar das imperfeições do Amor, porque isso seria omitir e ridicularizar a verdade. Quem ama ou já amou, sabe bem que o prazer e o sofrimento são duas faces da nossa vida amorosa. Por esse motivo, para mim o Amor não é uma ficção.

O seu trabalho é muito importante pois tem, sem dúvida, um cariz muito interventivo e pode, realmente, fazer a diferença. O que o motiva?
Sou, sobretudo, um escritor de intervenção social. A minha escrita tem muito pouco de ficção. Os personagens dos meus livros sou eu próprio e as pessoas com quem me vou cruzando na vida. O que me motiva a alinhavar mensagens é o facto de através da escrita poder dar a palavra e partilhar a vida dessas pessoas e também chocar os leitores com a realidade e levá-los a reflectir sobre o seu papel social. Tentar alertá-los para o facto da Família, a Amizade e o Amor, serem o triângulo de sentimentos fundamentais para a nossa realização humana. Fico feliz por cada vez receber mais retorno às minhas mensagens, quer através do facebook, do e-mail, da compra dos livros e da abordagem directa. As pessoas procuram-me, não só para me darem os parabéns pela forma corajosa como abordo temas que a sociedade tenta escamotear, mas também para me dizerem que vivem de uma forma honesta e com Amor. No meio desta troca de mensagens também existem muitos pedidos de auxílio no campo jurídico e social. Isso dá-me imenso orgulho porque me permite, de facto, mais do que escritor ser um voluntário que serve o próximo.

Quais são, a seu ver, as problemáticas mais importantes e relevantes que devem ser objecto de maior atenção por parte do nosso governo? 
Para responder a esta pergunta gostaria de esclarecer que sou apartidário. Que já fui por mais do que uma vez convidado para fazer parte de listas eleitorais e recusei. Prezo muito a minha liberdade de pensamento e a paz da minha consciência. Os políticos, em geral, têm uma gula insaciável pelo poder e um desejo imenso de se lambuzarem no dinheiro. A maior parte deles são uns incompetentes que encontraram neste meio o seu ideal, pois não são responsabilizados pelas suas asneiras e crimes graves e depois de terminados os seus mandatos, ainda são agraciados com cargos de favor em administrações de empresas públicas e privadas, como moeda de troca pela sua militância e favorecimentos em cadeia. Quanto a esta espécie de (des)governo que temos, penso que enquanto os valores económicos esmagarem os direitos humanos, jamais será possível existir justiça social. As pessoas não podem ser unicamente números de identificação fiscal. Se a falta de solidariedade e sensibilidade política para com elas se mantiver, isto dará origem a uma desumanização de consequências terríveis.
O nosso anterior entrevistado, a escritora Anita Carapinheiro, teve como desafio deixar uma pergunta ao próximo autor sem saber de quem se tratava (Pode ver a entrevista aqui: (http://www.flamesmr.blogspot.pt/2013/03/entrevista-autores-anita-carapinheiro.html). A pergunta foi a seguinte: "Qual a sua fonte de inspiração?"
É simplesmente viver a vida!
Se pudesse, o que é que perguntaria ao próximo autor ou autora que iremos entrevistar?
Seria capaz de viver sem a escrita?

Obrigada ao autor pelas respostas, pela disponibilidade e, sobretudo, pelas suas palavras! 

domingo, 17 de março de 2013

Livro "UM MENINO FELIZ NA CHAMUSCA"

LIVRO "UM MENINO FELIZ NA CHAMUSCA"

O Lançamento

            Um sucesso. Cerca de duas centenas de livros oferecidos, uma sessão de autógrafos muito preenchida e a possibilidade de reunir um vasto número de pessoas em redor de uma mensagem essencial: a Família,  a Amizade e o Amor, como sentimentos fundamentais para a vida.
            Foi igualmente a oportunidade de valorizar o concelho da Chamusca, dando a conhecer alguns dos seus lugares mais belos, bem assim como a sua cultura, tradição e desporto.
            Os meus sinceros agradecimentos a todos os que estiveram presentes, à Câmara Municipal da Chamusca (na pessoa do Presidente Sérgio Carrinho que falou sobre o evento, mas também ao Vereador Francisco Matias pela sua apetência pela cultura), que patrocinou e colaborou em mais um projecto que é bem demonstrativo do seu empenho no desenvolvimento, social, educacional, cultural e humano.
            Mais um agradecimento à parte a Dora César, responsável pela Biblioteca Municipal Ruy Gomes da Silva, que apresentou a obra e o autor de uma forma clarividente e muito sensível.
            Um último agradecimento, especial, à minha Mulher, pela sua Amizade e Amor e pelos magníficos desenhos que muito favorecem a obra. 






O Presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Sérgio Carrinho, no uso da palavra.


Dora César, responsável pela Biblioteca Municipal da Chamusca, analisando a obra e o autor.






Amigos - Uma Família Feliz

sábado, 9 de março de 2013

UM MENINO FELIZ NA CHAMUSCA


“UM MENINO FELIZ NA CHAMUSCA”




LANÇAMENTO DO LIVRO INFANTO-JUVENIL

Será no dia 17/03/2013, pelas 12:00 horas, no ringue desportivo junto às Piscinas Municipais da Chamusca.
Inserida na “Caminhada da Primavera – Rota da Tradição”, organizada pela Câmara Municipal da Chamusca, a obra será oferecida a todos os participantes e pessoas presentes.
Mais uma vez a Amizade, a Família e o Amor são as mensagens principais, de um livro que é também um roteiro de lugares e da tradição da Chamusca.
Este livro tem, à semelhança do que já foi feito com o meu livro infanto-juvenil “A Lição do Rinoceronte”, o objectivo fundamental de contribuir para a educação, motivação e criação de hábitos de leitura nas crianças e jovens da forma que penso ser a mais adequada, incentivando-os e acarinhando-os com a oferta do livro.
É igualmente uma forma de amar a Vila de Chamusca e partilhá-la com os leitores.

            Obrigado à Câmara Municipal da Chamusca, pelo patrocínio e sensibilidade para intervir nos assuntos educacionais e culturais e para as Edições Cosmos pela sua edição e trabalho gráfico.

domingo, 18 de novembro de 2012

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "O PESO DAS GORDAS"

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "O PESO DAS GORDAS - porque qualquer Mulher é muito mais do que um corpo", na Biblioteca Municipal da Chamusca. Dia 17/11/2012, pelas 15:30 horas.

Foi mais um momento feliz, por ter sido possível falar sobre a Mulher. Não a mulher virtual formatada pelo desejo social, mas aquela que é a Mãe, a Amiga e a Companheira. Aquela que sofre o preconceito de ser tão naturalmente Mulher.







Agradecimentos à Câmara Municipal da Chamusca, a todos os presentes, ao Carlos Petisca e à Vera Oliveira pela sua excelente interpretação teatral, à minha mulher pela sua colaboração e Amor e ao Dr. João Aranha pela sua Amizade e apresentação do livro.




domingo, 11 de novembro de 2012

LIVRO O PESO DAS GORDAS - CAFÉ COM LETRAS

O PESO DAS GORDAS - Porque qualquer Mulher é muito mais do que um corpo.

Café com Letras, na Livraria Mensagem Aberta em Vila Franca de Xira, em 10/11/12


    Castanhas assadas, água-pé, amêndoas, nozes, figos secos, chá, café e um pedaço de conversa.
Assim decorreu uma excelente tarde, sem complexos, preconceitos ou pressões calóricas, a dialogar sobre este meu último livro.
    Agradeço aos presentes o estupendo momento que me proporcionaram e a possibilidade que criaram de falarmos sobre um tema que, afinal, para muitas mulheres e sobretudo para a sociedade continua a ser um enorme tabu.

domingo, 28 de outubro de 2012

COMENTÁRIOS DE LEITORES AO LIVRO "O PESO DAS GORDAS"

"O PESO DAS GORDAS - porque qualquer Mulher é muito mais do que um corpo."

Comentários de alguns leitores





"Os motivos que levam “as gordas” a tentar emagrecer quase nunca são motivados pela busca de mais saúde. Limitam-se a tentar seguir um estereótipo de padrão de beleza que alguém se lembrou de institui como sendo certo. A maior parte delas não se ama o suficiente para tomar decisões por si e única e exclusivamente para o seu bem-estar. Ser gorda é muitas vezes um problema de foro psicológico, vê-se gordura onde nem sequer existe. Este livro retrata de forma clara e simples os estragos que a gordura psicológica provoca nas mulheres obcecadas pelo corpo que nunca chegarão a ter. Carlos, o livro está maravilhoso. É o retrato perfeito de tantas mulheres com quem lidamos diariamente e que nunca conseguirão ser felizes porque simplesmente não se respeitam enquanto pessoa. Parabéns, por mais uma brilhante interpretação dos sentimentos."

Maria Martins


"Gostei.

Conseguiste expressar “esse” problema maldito….

Como “magra” e como gorda vivi as diferenças dos olhos dos outros – aos gordos é dado desrespeito pela sociedade (daí o reflexo na auto-estima).

E falas de Amor… amamos, porque amamos – todas as curvas e células de alguém.

*magra não, felizmente! – e o “menos gorda” é para ser mais saudável…"

Sónia Silva


"Sem dúvida um livro muito muito bom! Foi uma delícia lê-lo. Demonstra tudo aquilo que a nossa sociedade "perfeita" deveria ser/fazer. É triste como o mais importante é o aspecto exterior! Quando, no meu ponto de vista, a magreza não é bonita de se ver. Uma mulher não é mulher nem completa se não tiver umas gordurinhas e uma celulite. Porque essas Sim! São mulheres reais. Mas enfim hoje em dia está tudo voltado para a infindável busca da beleza e perfeição exteriores. O ser humano não é só exterior. E para mim a verdadeira beleza está na alma! E essa, ninguém vê! Por isso acho que é um livro que toda a gente sem excepção deveria ler, absorver, e extrair uma lição. Parabéns sem dúvida!"

Patrícia Pais


"Há que decidir, se os homens querem uma mulher ou apenas o corpo dela para se babarem?

Se o que querem é apenas o aspecto exterior feminino, ignorando a inteligência, a sensibilidade e os sentimentos das mulheres, então é fácil resolver a situação fabricando bonecas em série!

O livro é pertinente, até porque demonstra que as próprias mulheres são cúmplices da discriminação da sociedade em relação às obesas.

Uma leitura fácil, agradável e até divertida, sobre uma realidade que merece uma profunda reflexão e outra atitude social."

A. D.




"Um Livro que merece todo o tempo que empregamos a lê-lo. Uma explosão de sentimentos. Um verdadeiro retrato do drama daqueles que não conseguem viver em paz com o seu corpo. Atual, verdadeiro, critico e sensível."

Maria Martins



“”O Peso das Gordas” da autoria de Carlos santos Oliveira, tem uma frase que me levou a escrever este texto.
“Gosto de ti como és.” Liberdade direi eu de um homem livre, pois estas coisas normalmente dizem-se, no recanto das portas fechadas. E é aqui que a leve beleza da aragem da pronúncia tem os seus ganhos.
Livro de fácil leitura, comporta-se como um hino à mulher, deixando a forma e elogiando a subtileza do complemento d’alma.
É um livro que nos apresenta o Amor com os olhos do seu autor.
Parabéns!”

Joaquim José Duarte Garrido


“A tua técnica narrativa é marcada pelo realismo e é através da expressividade da linguagem utilizada que consegues transmitir com grande intensidade o percurso e o fim dramático dos teus personagens. Acendes o espírito reflexivo necessário para iluminar consciências a fim de desconstruir padrões.
Gostei muito.”

Ana Paula Bento

           "Adorei o peso das gordas, aprecio bastante a forma como abordas os temas a tratar e admiro que o faças de uma forma simples, clara e bastante objectiva. Fiquei surpreendida por conseguires transmitir aquilo que pensas de uma forma tão frontal e sem tabus. 
Tens o dom da escrita!"

Marisa Romão



 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

MENSAGEM DO LIVRO O PESO DAS GORDAS

O Peso das Gordas
 Porque qualquer Mulher é muito mais do que um corpo.



       O meu último livro é um olhar divertido, irónico e crítico sobre o mundo das mulheres, sobretudo das GORDAS.

      Sobre as dietas, as cirurgias de redução do estômago, as diabólicas e milagrosas torturas do emagrecimento, instigadas por uma sociedade preconceituosa que vê a mulher apenas como um corpo e um objecto de negócio.

    É, sobretudo, a manifestação de um desejo profundo que as mulheres GORDAS sejam livres, socialmente livres, livres do preconceito.

"É URGENTE O AMOR"

“É URGENTE O AMOR”




        Cada vez estamos mais sós, desencantados e desesperados por obter uma côdea de atenção, carinho e ternura.
        Chega a ser estúpido, penoso, digno de dó e piedade ver morrer por (des)Amor. O (des)Amor mata mais do que qualquer sida, guerra ou doença coronária.

Livro É Tão Fácil Morrer – Junho de 2008


        Transcorridos cinco anos e meio sobre a minha entrevista, transmitida no telejornal da RTP Açores, as mensagens veiculadas quer no vídeo, quer no texto que deu origem à reportagem, mostram-se cada vez mais actuais.
         É urgente continuar a escrever, a lutar e a preserverar pela sobrevivência do Amor, um sentimento em vias de extinção.



sexta-feira, 6 de julho de 2012

SOMENTE MAIS UMA ENTREVISTA

"Ao Domingo Com o Escritor Carlos Santos Oliveira"

No passado dia 02/07/2012 tive o grato prazer de ser referenciado na rubrica "Ao Domingo Com" do excelente blogue de literatura otempoentreosmeuslivros.blogspot.pt.
Abaixo tanscrevo o texto ali publicado:

"Escrever representou desde sempre, para mim, uma manifesta necessidade de comunicar.


Ainda durante a puberdade, por ser um jovem muito tímido, acalentei na escrita a possibilidade de exprimir os meus sentimentos, que vieram depois durante a adolescência a ser partilhados através da participação em concursos literários, sendo agraciado com alguns prémios e a respectiva publicação dos trabalhos. Comecei igualmente nesse período a publicar textos em jornais e poemas em colectâneas de poesia; uma delas publicada na ex-RDA (República Democrática da Alemanha).

O teatro e as viagens surgiram-me posteriormente também, como forma de comunicação e desinibição. Não só a representação, como as viagens que fui fazendo ao longo de Portugal, pela Europa e pelo Brasil, país onde me fixei durante dois anos (desenvolvendo aí alguma actividade cultural num Centro de Imigrantes Portugueses), transmitiram-me um vasto conhecimento da condição humana, preponderante na minha escrita e personalidade.

Depois do meu regresso a Portugal continuei a desenvolver actividade no campo da escrita, agora como jornalista, profissão que exerci durante alguns anos.

Com a minha ida para os Açores, Região onde vivi cerca de 12 anos, trabalhando como professor e oficial de justiça, dediquei-me, sobretudo, aos afectos e à família, apenas regressando à escrita no ano de 2008 com a publicação da obra “É Tão Fácil Morrer”, o meu primeiro livro a solo.

Seguiram-se os livros “Redes”, “Sentenças da Vida”, “A Lição do Rinoceronte” e “Os Filhos Não São Maus”.

Muitos anos após as primeiras linhas que escrevi, sei que consegui alcançar o meu objectivo principal: estabelecer um diálogo de ideias e afectos. Razão pela qual me sinto gratificado e agradecido a todos aqueles que vão lendo os meus livros e que me fazem chegar as suas mensagens críticas e de incentivo.

“Só o Amor pode salvar” é a mensagem essencial nos meus livros e sinto-a cada vez mais prioritária no seio de uma sociedade desumanizada."



sábado, 12 de maio de 2012

O MURAL DOS LEITORES

O Mural dos Leitores


    Escrever começa por ser uma necessidade da pessoa se expressar, de partilhar ideias, mensagens e sentimentos. Após ser publicado, um livro pode tornar-se um meio de comunicação. Mas só depois da interacção de emoções, de sentimentos e do diálogo com os leitores se recebe o veredicto: se de facto se é um escritor?!
    Os meus livros vivem por aí. Não me pertencem. São daqueles que os guardam na alma e no pensamento e que os acolhem nos seus corpos e nas suas casas. Por tudo isso agradeço a atenção e o carinho que lhes dedicam.
     Obrigado igualmente pelos contactos através do facebook, do e-mail, dos eventos onde participo e de todas as outras formas através das quais me fazem chegar as vossas mensagens e que mantêm os meus livros vivos.
     Sem as vossas palavras, algumas das quais abaixo transcrevo, com gratidão, jamais me seria possível saber que já partilhámos um pouco da nossa vida e do nosso caminho, movidos pela sensação de um livro.
     Parabéns, portanto, a esta obra colectiva.

“O tema dos Filhos Não São Maus é interessante para quem como eu tem filhos. Porque infelizmente há quem não se preocupe e não ache que o Amor é o mais importante.”
A.G.
  Sentenças da Vida” é a melhor lição que se pode dar aos pais principalmente desta nova geração. Acho que se todos os pais lessem o seu livro, talvez pudessem mudar um pouco as suas atitudes para com os seus filhos e teríamos certamente mais corações felizes. Adorei o livro e não me canso de o recomendar aos meus amigos, principalmente aos que são pais, ou que o tencionam ser, assim como a todos os professores e educadores dos meus filhos.”
S.F.

“Adorei o livro É Tão Fácil Morrer. Continua a escrever, és espectacular… objectivo, sintético, cativador.”
E. L.

“Começo talvez por congratular-me pelo teu percurso. É admirável. Tive a oportunidade de ler o teu livro “Os Filhos Não São Maus” e fiquei com um sabor português a Susanna Tamaro tão ou mais inquietante que o seu “Para uma voz só”.”
J.N.

“O Livro “Redes”. A mensagem é MARAVILHOSA! Adorei! O Amor… Sem ele, nada…”.
E.T.

Sentenças da Vida, um livro excelente. Parabéns.”
N.S.

“Parabéns pelo sucesso que está a obter. Não me enganei quando no princípio projectei isso mesmo.”
J.F.

“O teu livro Redes bem merece estar no coração de cada um de nós. Com a mensagem bem presente em cada dia e em cada gesto. Nunca desistas de me ensinar a transmitir as tuas ideias e o teu talento.”
S.G.

“Fico extremamente contente por paulatinamente te ires impondo nesse mundo cão que normalmente protege e apregoa os amigalhaços.”
J.C.

“És um sucesso. Só é pena seres oficial de justiça… e não rasgares de vez essa força interior que há em ti!”
E.L.

“Relativamente ao seu último livro, Os Filhos Não São Maus, é realmente mesmo muito bom e se um dos seus objectivos é trocar mensagens sobre valores fundamentais da vida, este livro (e só falo deste porque não conheço os outros) concretiza o que realizou. Parabéns!”
C.P.

É Tão Fácil Morrer um livro duro. Por vezes obsceno, tal como a vida. Por isso não nos pode deixar indiferentes e de braços cruzados.”
C.M.

A Lição do Rinoceronte, é uma linda lição de Amor.”
B.N.

“As pessoas começam a aperceber-se finalmente que é nas pequenas coisas que encontram a felicidade. Oferecer um livro (como A Lição do Rinoceronte) a uma criança é mais importante hoje do que em qualquer altura, porque infelizmente perderam-se os bons hábitos de leitura como forma educacional, cultural e de formação da criança que um dia irá ser adulto. Ainda bem Carlos que és tão persistente nestes objectivos e andas incansável até os atingires.”
C.C.

“Li o livro Sentenças da Vida e gostei em especial do jogo de palavras no início de cada novo caso. O livro é pequeno, muito pequeno, quando se chega ao fim apetecia que fosse maior.”
G.C.

Sentenças da Vida é um livro cativante apesar de ser um livro de realidades tristes.”
H.C.

O livro É Tão Fácil Morrer é um livro muito interessante devido à escrita intensa e à realidade ali transcrita.”
T.M.

“Fiquei surpreendido com as histórias contadas entre pais e filhos , no livro Os Filhos Não São Maus. É sem dúvida um livro que dá a conhecer a mudança da sociedade e de tudo o que a envolve. Fez-me estar desperto para muitos dos problemas que por vezes contacto, com pessoas que precisam de ser ajudadas.”
M.C.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Livro "Sentenças da Vida" merece mais uma excelente análise crítica





    

    O Livro "Sentenças da Vida" é, sem dúvida, um testemunho importante para se perceber a problemática das famílias e muito particularmente das crianças e jovens deste país, abusados, maltratados e abandonados. Isso mais uma vez é reflectido na crítica e análise publicada por duas psicólogas no blogue flamesmr.blogspot.com e que abaixo se transcreve.

 

Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012



   "O que nos moveu para a leitura de "Sentenças da Vida", foi o que vimos na contra-capa. De facto, lá refere-se que o autor (oficial de justiça) iria falar da sua experiência, contando-nos histórias reais, sem no entanto quebrar o sigilo profissional que tem de respeitar. E a verdade é que este tipo de histórias sempre nos despertaram atenção (não fossemos nós da área da Psicologia, que trata de alguns destes casos).

   Mas este, é um livro que vai mais além disso, e a verdade é que simplesmente não o conseguíamos pousar pelo que, em pouco tempo, o livro estava lido!

   O que mais nos impressionou, nem foram as histórias. Essas, infelizmente, começam a ser cada vez mais conhecidas pelo público em geral, graças à comunicação social... Não, o que nos impressionou mais neste livro foi a escrita cativante, e por vezes quase poética, do autor, que mesmo falando destes temas, conseguiu fazê-lo de uma forma límpida e bonita. Poderíamos pensar que devido à sua profissão, seria uma escrita mais objectiva e compacta, mas não. O autor, transformou um livro que relata histórias tristes (e reais!), num livro bonito de se ler.

    Uma outra coisa que nos agradou particularmente, foi o facto do autor nos colocar a reflectir sobre algumas questões importantes (ex. adopção, poder parental, etc.). Sendo desta área, tínhamos algumas opiniões previamente formadas, que se dissiparam (ou pelo menos, agora conseguimos colocar-nos num outro prisma) graças aos comentários pessoais que Carlos Santos Oliveira vai colocando enquanto relata as (des)aventuras de inúmeras personagens...

    Entretanto, gostaríamos de vos convidar a ir ao blogue do autor: Carlos Santos Oliveira - Ondas de Escrita que descobrimos enquanto procurávamos a foto para colocar neste post.

    Recomendamos a todos a leitura de "Sentenças da Vida". Não precisa de estar na área ou de entender algo sobre direito para ler. Prometemo-vos horas de reflexão e de boa leitura!

    O que nos moveu para a leitura de "Sentenças da Vida", foi o que vimos na contra-capa. De facto, lá refere-se que o autor (oficial de justiça) iria falar da sua experiência, contando-nos histórias reais, sem no entanto quebrar o sigilo profissional que tem de respeitar. E a verdade é que este tipo de histórias sempre nos despertaram atenção (não fossemos nós da área da Psicologia, que trata de alguns destes casos).
Mas este, é um livro que vai mais além disso, e a verdade é que simplesmente não o conseguíamos pousar pelo que, em pouco tempo, o livro estava lido!

     O que mais nos impressionou, nem foram as histórias. Essas, infelizmente, começam a ser cada vez mais conhecidas pelo público em geral, graças à comunicação social... Não, o que nos impressionou mais neste livro foi a escrita cativante, e por vezes quase poética, do autor, que mesmo falando destes temas, conseguiu fazê-lo de uma forma límpida e bonita. Poderíamos pensar que devido à sua profissão, seria uma escrita mais objectiva e compacta, mas não. O autor, transformou um livro que relata histórias tristes (e reais!), num livro bonito de se ler.

     Uma outra coisa que nos agradou particularmente, foi o facto do autor nos colocar a reflectir sobre algumas questões importantes (ex. adopção, poder parental, etc.). Sendo desta área, tínhamos algumas opiniões previamente formadas, que se dissiparam (ou pelo menos, agora conseguimos colocar-nos num outro prisma) graças aos comentários pessoais que Carlos Santos Oliveira vai colocando enquanto relata as (des)aventuras de inúmeras personagens...

      Entretanto, gostaríamos de vos convidar a ir ao blogue do autor: Carlos Santos Oliveira - Ondas de Escrita que descobrimos enquanto procurávamos a foto para colocar neste post.

      Recomendamos a todos a leitura de "Sentenças da Vida". Não precisa de estar na área ou de entender algo sobre direito para ler. Prometemo-vos horas de reflexão e de boa leitura!"

     Mariana e Roberta 












terça-feira, 8 de novembro de 2011

LIVRO DE POESIA "REDES" EM ANGOLA




É com enorme satisfação que acolho o facto do meu livro de Poesia "Redes" ter sido escolhido para fazer parte do catálogo de obras, de várias editoras, que as Edições Cosmos estão a apresentar e a comercializar em Angola.
Mais do que a gratificação do meu trabalho, significa que efectivamente a poesia é um pássaro de asas soltas no coração dos homens, que atravessa o tempo e a distância com um fraterno esvoaçar de sentimentos.
Precisamente nesse sentido, gostaria de partilhar a mensagem da contracapa do livro e um poema que consta do mesmo e que não são apenas frases ou versos mas, sobretudo, gritos de liberdade e de esperança.

Contracapa

Como peixes pescados pela malha apertada e insensível da vida, debatemo-nos com a culpa na alma e os gestos presos de solidão.
Só a liberdade do Amor nos pode salvar e rasgar as redes que nos tolhem os sentimentos.
Portanto, rasguemos as redes com o coração feliz.

Poema

Chamem um Palhaço 

Chamem um palhaço.
Chamem com urgência
o S.O.S.,
o 112,
uma ambulância,
mas por favor
chamem também um palhaço.
É que este povo
está a morrer de um ataque profundo
de stress e de tristeza
e necessita receber uma transfusão de energia
e o ritmo cardíaco de uma gargalhada.
Chamem um palhaço
para que a vida possa sorrir
um sorriso simples
e não ser apenas
um circo de feras,
contorcionistas e malabaristas,
devorados,
desequilibrados,
enrolados e enredados
num espectáculo infeliz de guerras,
suicídios
e cenas de sobrevivência.

Chamem um palhaço,
porque é preciso rir à gargalhada
para acordar do coma a alegria.

Vídeo da Declamação pela actriz Filomema Santos



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A Poesia no Largo ou A Festa da Poesia

Na tarde do passado sábado 24/09/2011, tive o prazer de estar presente num excelente evento realizado no Largo Vasco da Gama na Chamusca, onde a Câmara Municipal local e a sua Biblioteca conseguiram congregar as pessoas e os versos num poemário comum.
Ali, tive a oportunidade de declamar um poema sobre a Vila, a sua vida, e algumas pessoas que marcaram o tempo já distante da minha infância.
Não podia deixar de o partilhar com os vossos sentimentos.


QUANDO EU ERA MENINO


Quando eu era menino,
as vacas e as ovelhas acordavam as manhãs
com o som dos chocalhos e dos balidos.
Ranchos de homens nasciam com o sol
e acendendo os cigarros na pederneira do lusco-fusco
iam matar o bicho na tasca do António Cruz.
Dali, um bando deles,
esvoaçava como garças para os campos,
ende iam rasgar a terra com os bicos
e semeá-la e plantá-la com o fruto do suor.
Os outros, como ciclistas,
pedalando num contra-relógio,
tentavam vencer a tempo
a sirene da ferra da fábrica de tomate.

À mesma hora estremunhada da manhã
sobre o equilíbrio das cabeças enrodilhadas
com trouxas de roupa,
já as mulheres se encaminhavam
para os portos do Carvão e das Mulheres,
para irem lavar o sono dos lençóis no Tejo,
no leito rumoroso do qual
o Manuel Grilo e o Francisco Fernandes
faziam deslizar os barcos a favor da corrente,
lançando à água o véu das redes
para emalhar os barbos e as fataças.


Mais tarde, quando o reflexo do sol,
se reflectia no espelho branco das casas,
o menino ia brincar com as palavras
para a escola do mestre Manuel Barroso
onde aprendia o significado do país
e o abecedário da vida.


Naquela época tudo era tão simples
como o ciclo do tempo,
onde à noite se sucede o dia
e os anos aos meses,
com tanta naturalidade como o regresso das cegonhas
todas as primaveras aos seus ninhos
encavalitados nos eucaliptos da Estrada Nacional 118,
ou a extravasão das cheias que saltavam
numa vaga imensa sobre o tapadão,
inundando a tranquilidade verde dos campos
e o silêncio morno das casas.


Quando eu era menino
as estrelas brilhavam como malmequeres amarelos,
o cheiro da noite rescendia a feno
e a lua incendiava de luz o terreiro do baile
onde os pares ardiam de alegria
dançando enleados ao ritmo da música
encantada pela concertina alegre do Chico da taberna.


Quando eu era criança
a Vila era uma espécie de salgueiro
de ramos tranquilos e infinitos,
onde os meninos como bandos de estorninhos
vinham pousar sobre as folhas soltas pelo vento
batendo asas na ilusão da liberdade.


Quando eu era menino
hoje é já somente uma memória,
mas o umbigo do mundo
e as raízes da minha vida
continuam a brotar com fervor
do ventre da minha Terra.





sábado, 30 de julho de 2011

"A LIÇÃO DO RINOCERONTE" - O EVENTO NA 36.ª EDIÇÃO DA FEIRA DO LIVRO DA NAZARÉ

Decorreu ontem, inserida no programa da 36.ª Feira do Livro da Nazaré, a sessão de autógrafos e oferta às crianças do livro infanto-juvenil “A Lição do Rinoceronte”. Foi um excelente evento familiar, onde filhos, pais e avós estiveram unidos e reunidos em torno de uma história sobra a Família, a Amizade e o Amor.

Agradeço a todos os presentes e em particular à Câmara Municipal da Chamusca, às Edições Cosmos, à Biblioteca da Nazaré e à minha mulher, a ilustradora da obra, por tornarem possível este meu prazer e orgulho em oferecer livros às crianças.

Gesto simples, mas significativo, para quem acredita que as crianças devem ser educadas e amadas num tempo sempre presente.

Depois de cerca de 400 exemplares do livro autografados e dedicados pessoalmente e após uma viagem ao longo de um ano com o “Rinoceronte”, aprendi muito com ele e ambos mantemos uma certeza comum: só a Família, o Amor e a Amizade, podem fazer da nossa vida uma história feliz.

terça-feira, 19 de julho de 2011

"A Lição do Rinoceronte" - Sessão de Autógrafos e oferta do livro às crianças - 36.ª Feira do Livro da Nazaré

Este foi um projecto conjunto entre mim, a Câmara Municipal da Chamusca e as Edições Cosmos.

Com o objectivo de incentivar a leitura e educar para os valores fundamentais da Amizade, do Amor e da Família, com o simples gesto de oferecer livros.

No dia 29 de Julho, pelas 22 horas, inserido na programação da 36.ª Feira do Livro da Nazaré, lá estarei feliz a distribuir livros e carinho às crianças.


domingo, 26 de junho de 2011

Apresentação/Tertúlia do Livro "Os Filhos Não São Maus" na Livraria Mensagem Aberta em Vila Franca de Xira

Num ambiente íntimo, numa tertúlia onde se debateram os nossos problemas como pais e os dos nossos filhos e se falou da família no contexto social, decorreu ontem na Livraria Mensagem Aberta, em Vila Franca de Xira, mais uma apresentação do livro "Os Filhos Não São Maus". Aos presentes agradeço a sua presença, bem como a dinâmica e o diálogo que transmitiram ao evento.
Agradecimentos especiais à Susana, à Francisca e a António Matias Coelho.