domingo, 18 de novembro de 2012

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "O PESO DAS GORDAS"

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "O PESO DAS GORDAS - porque qualquer Mulher é muito mais do que um corpo", na Biblioteca Municipal da Chamusca. Dia 17/11/2012, pelas 15:30 horas.

Foi mais um momento feliz, por ter sido possível falar sobre a Mulher. Não a mulher virtual formatada pelo desejo social, mas aquela que é a Mãe, a Amiga e a Companheira. Aquela que sofre o preconceito de ser tão naturalmente Mulher.







Agradecimentos à Câmara Municipal da Chamusca, a todos os presentes, ao Carlos Petisca e à Vera Oliveira pela sua excelente interpretação teatral, à minha mulher pela sua colaboração e Amor e ao Dr. João Aranha pela sua Amizade e apresentação do livro.




domingo, 11 de novembro de 2012

LIVRO O PESO DAS GORDAS - CAFÉ COM LETRAS

O PESO DAS GORDAS - Porque qualquer Mulher é muito mais do que um corpo.

Café com Letras, na Livraria Mensagem Aberta em Vila Franca de Xira, em 10/11/12


    Castanhas assadas, água-pé, amêndoas, nozes, figos secos, chá, café e um pedaço de conversa.
Assim decorreu uma excelente tarde, sem complexos, preconceitos ou pressões calóricas, a dialogar sobre este meu último livro.
    Agradeço aos presentes o estupendo momento que me proporcionaram e a possibilidade que criaram de falarmos sobre um tema que, afinal, para muitas mulheres e sobretudo para a sociedade continua a ser um enorme tabu.

domingo, 28 de outubro de 2012

COMENTÁRIOS DE LEITORES AO LIVRO "O PESO DAS GORDAS"

"O PESO DAS GORDAS - porque qualquer Mulher é muito mais do que um corpo."

Comentários de alguns leitores





"Os motivos que levam “as gordas” a tentar emagrecer quase nunca são motivados pela busca de mais saúde. Limitam-se a tentar seguir um estereótipo de padrão de beleza que alguém se lembrou de institui como sendo certo. A maior parte delas não se ama o suficiente para tomar decisões por si e única e exclusivamente para o seu bem-estar. Ser gorda é muitas vezes um problema de foro psicológico, vê-se gordura onde nem sequer existe. Este livro retrata de forma clara e simples os estragos que a gordura psicológica provoca nas mulheres obcecadas pelo corpo que nunca chegarão a ter. Carlos, o livro está maravilhoso. É o retrato perfeito de tantas mulheres com quem lidamos diariamente e que nunca conseguirão ser felizes porque simplesmente não se respeitam enquanto pessoa. Parabéns, por mais uma brilhante interpretação dos sentimentos."

Maria Martins


"Gostei.

Conseguiste expressar “esse” problema maldito….

Como “magra” e como gorda vivi as diferenças dos olhos dos outros – aos gordos é dado desrespeito pela sociedade (daí o reflexo na auto-estima).

E falas de Amor… amamos, porque amamos – todas as curvas e células de alguém.

*magra não, felizmente! – e o “menos gorda” é para ser mais saudável…"

Sónia Silva


"Sem dúvida um livro muito muito bom! Foi uma delícia lê-lo. Demonstra tudo aquilo que a nossa sociedade "perfeita" deveria ser/fazer. É triste como o mais importante é o aspecto exterior! Quando, no meu ponto de vista, a magreza não é bonita de se ver. Uma mulher não é mulher nem completa se não tiver umas gordurinhas e uma celulite. Porque essas Sim! São mulheres reais. Mas enfim hoje em dia está tudo voltado para a infindável busca da beleza e perfeição exteriores. O ser humano não é só exterior. E para mim a verdadeira beleza está na alma! E essa, ninguém vê! Por isso acho que é um livro que toda a gente sem excepção deveria ler, absorver, e extrair uma lição. Parabéns sem dúvida!"

Patrícia Pais


"Há que decidir, se os homens querem uma mulher ou apenas o corpo dela para se babarem?

Se o que querem é apenas o aspecto exterior feminino, ignorando a inteligência, a sensibilidade e os sentimentos das mulheres, então é fácil resolver a situação fabricando bonecas em série!

O livro é pertinente, até porque demonstra que as próprias mulheres são cúmplices da discriminação da sociedade em relação às obesas.

Uma leitura fácil, agradável e até divertida, sobre uma realidade que merece uma profunda reflexão e outra atitude social."

A. D.




"Um Livro que merece todo o tempo que empregamos a lê-lo. Uma explosão de sentimentos. Um verdadeiro retrato do drama daqueles que não conseguem viver em paz com o seu corpo. Atual, verdadeiro, critico e sensível."

Maria Martins



“”O Peso das Gordas” da autoria de Carlos santos Oliveira, tem uma frase que me levou a escrever este texto.
“Gosto de ti como és.” Liberdade direi eu de um homem livre, pois estas coisas normalmente dizem-se, no recanto das portas fechadas. E é aqui que a leve beleza da aragem da pronúncia tem os seus ganhos.
Livro de fácil leitura, comporta-se como um hino à mulher, deixando a forma e elogiando a subtileza do complemento d’alma.
É um livro que nos apresenta o Amor com os olhos do seu autor.
Parabéns!”

Joaquim José Duarte Garrido


“A tua técnica narrativa é marcada pelo realismo e é através da expressividade da linguagem utilizada que consegues transmitir com grande intensidade o percurso e o fim dramático dos teus personagens. Acendes o espírito reflexivo necessário para iluminar consciências a fim de desconstruir padrões.
Gostei muito.”

Ana Paula Bento

           "Adorei o peso das gordas, aprecio bastante a forma como abordas os temas a tratar e admiro que o faças de uma forma simples, clara e bastante objectiva. Fiquei surpreendida por conseguires transmitir aquilo que pensas de uma forma tão frontal e sem tabus. 
Tens o dom da escrita!"

Marisa Romão



 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

MENSAGEM DO LIVRO O PESO DAS GORDAS

O Peso das Gordas
 Porque qualquer Mulher é muito mais do que um corpo.



       O meu último livro é um olhar divertido, irónico e crítico sobre o mundo das mulheres, sobretudo das GORDAS.

      Sobre as dietas, as cirurgias de redução do estômago, as diabólicas e milagrosas torturas do emagrecimento, instigadas por uma sociedade preconceituosa que vê a mulher apenas como um corpo e um objecto de negócio.

    É, sobretudo, a manifestação de um desejo profundo que as mulheres GORDAS sejam livres, socialmente livres, livres do preconceito.

"É URGENTE O AMOR"

“É URGENTE O AMOR”




        Cada vez estamos mais sós, desencantados e desesperados por obter uma côdea de atenção, carinho e ternura.
        Chega a ser estúpido, penoso, digno de dó e piedade ver morrer por (des)Amor. O (des)Amor mata mais do que qualquer sida, guerra ou doença coronária.

Livro É Tão Fácil Morrer – Junho de 2008


        Transcorridos cinco anos e meio sobre a minha entrevista, transmitida no telejornal da RTP Açores, as mensagens veiculadas quer no vídeo, quer no texto que deu origem à reportagem, mostram-se cada vez mais actuais.
         É urgente continuar a escrever, a lutar e a preserverar pela sobrevivência do Amor, um sentimento em vias de extinção.



sexta-feira, 6 de julho de 2012

SOMENTE MAIS UMA ENTREVISTA

"Ao Domingo Com o Escritor Carlos Santos Oliveira"

No passado dia 02/07/2012 tive o grato prazer de ser referenciado na rubrica "Ao Domingo Com" do excelente blogue de literatura otempoentreosmeuslivros.blogspot.pt.
Abaixo tanscrevo o texto ali publicado:

"Escrever representou desde sempre, para mim, uma manifesta necessidade de comunicar.


Ainda durante a puberdade, por ser um jovem muito tímido, acalentei na escrita a possibilidade de exprimir os meus sentimentos, que vieram depois durante a adolescência a ser partilhados através da participação em concursos literários, sendo agraciado com alguns prémios e a respectiva publicação dos trabalhos. Comecei igualmente nesse período a publicar textos em jornais e poemas em colectâneas de poesia; uma delas publicada na ex-RDA (República Democrática da Alemanha).

O teatro e as viagens surgiram-me posteriormente também, como forma de comunicação e desinibição. Não só a representação, como as viagens que fui fazendo ao longo de Portugal, pela Europa e pelo Brasil, país onde me fixei durante dois anos (desenvolvendo aí alguma actividade cultural num Centro de Imigrantes Portugueses), transmitiram-me um vasto conhecimento da condição humana, preponderante na minha escrita e personalidade.

Depois do meu regresso a Portugal continuei a desenvolver actividade no campo da escrita, agora como jornalista, profissão que exerci durante alguns anos.

Com a minha ida para os Açores, Região onde vivi cerca de 12 anos, trabalhando como professor e oficial de justiça, dediquei-me, sobretudo, aos afectos e à família, apenas regressando à escrita no ano de 2008 com a publicação da obra “É Tão Fácil Morrer”, o meu primeiro livro a solo.

Seguiram-se os livros “Redes”, “Sentenças da Vida”, “A Lição do Rinoceronte” e “Os Filhos Não São Maus”.

Muitos anos após as primeiras linhas que escrevi, sei que consegui alcançar o meu objectivo principal: estabelecer um diálogo de ideias e afectos. Razão pela qual me sinto gratificado e agradecido a todos aqueles que vão lendo os meus livros e que me fazem chegar as suas mensagens críticas e de incentivo.

“Só o Amor pode salvar” é a mensagem essencial nos meus livros e sinto-a cada vez mais prioritária no seio de uma sociedade desumanizada."



sábado, 12 de maio de 2012

O MURAL DOS LEITORES

O Mural dos Leitores


    Escrever começa por ser uma necessidade da pessoa se expressar, de partilhar ideias, mensagens e sentimentos. Após ser publicado, um livro pode tornar-se um meio de comunicação. Mas só depois da interacção de emoções, de sentimentos e do diálogo com os leitores se recebe o veredicto: se de facto se é um escritor?!
    Os meus livros vivem por aí. Não me pertencem. São daqueles que os guardam na alma e no pensamento e que os acolhem nos seus corpos e nas suas casas. Por tudo isso agradeço a atenção e o carinho que lhes dedicam.
     Obrigado igualmente pelos contactos através do facebook, do e-mail, dos eventos onde participo e de todas as outras formas através das quais me fazem chegar as vossas mensagens e que mantêm os meus livros vivos.
     Sem as vossas palavras, algumas das quais abaixo transcrevo, com gratidão, jamais me seria possível saber que já partilhámos um pouco da nossa vida e do nosso caminho, movidos pela sensação de um livro.
     Parabéns, portanto, a esta obra colectiva.

“O tema dos Filhos Não São Maus é interessante para quem como eu tem filhos. Porque infelizmente há quem não se preocupe e não ache que o Amor é o mais importante.”
A.G.
  Sentenças da Vida” é a melhor lição que se pode dar aos pais principalmente desta nova geração. Acho que se todos os pais lessem o seu livro, talvez pudessem mudar um pouco as suas atitudes para com os seus filhos e teríamos certamente mais corações felizes. Adorei o livro e não me canso de o recomendar aos meus amigos, principalmente aos que são pais, ou que o tencionam ser, assim como a todos os professores e educadores dos meus filhos.”
S.F.

“Adorei o livro É Tão Fácil Morrer. Continua a escrever, és espectacular… objectivo, sintético, cativador.”
E. L.

“Começo talvez por congratular-me pelo teu percurso. É admirável. Tive a oportunidade de ler o teu livro “Os Filhos Não São Maus” e fiquei com um sabor português a Susanna Tamaro tão ou mais inquietante que o seu “Para uma voz só”.”
J.N.

“O Livro “Redes”. A mensagem é MARAVILHOSA! Adorei! O Amor… Sem ele, nada…”.
E.T.

Sentenças da Vida, um livro excelente. Parabéns.”
N.S.

“Parabéns pelo sucesso que está a obter. Não me enganei quando no princípio projectei isso mesmo.”
J.F.

“O teu livro Redes bem merece estar no coração de cada um de nós. Com a mensagem bem presente em cada dia e em cada gesto. Nunca desistas de me ensinar a transmitir as tuas ideias e o teu talento.”
S.G.

“Fico extremamente contente por paulatinamente te ires impondo nesse mundo cão que normalmente protege e apregoa os amigalhaços.”
J.C.

“És um sucesso. Só é pena seres oficial de justiça… e não rasgares de vez essa força interior que há em ti!”
E.L.

“Relativamente ao seu último livro, Os Filhos Não São Maus, é realmente mesmo muito bom e se um dos seus objectivos é trocar mensagens sobre valores fundamentais da vida, este livro (e só falo deste porque não conheço os outros) concretiza o que realizou. Parabéns!”
C.P.

É Tão Fácil Morrer um livro duro. Por vezes obsceno, tal como a vida. Por isso não nos pode deixar indiferentes e de braços cruzados.”
C.M.

A Lição do Rinoceronte, é uma linda lição de Amor.”
B.N.

“As pessoas começam a aperceber-se finalmente que é nas pequenas coisas que encontram a felicidade. Oferecer um livro (como A Lição do Rinoceronte) a uma criança é mais importante hoje do que em qualquer altura, porque infelizmente perderam-se os bons hábitos de leitura como forma educacional, cultural e de formação da criança que um dia irá ser adulto. Ainda bem Carlos que és tão persistente nestes objectivos e andas incansável até os atingires.”
C.C.

“Li o livro Sentenças da Vida e gostei em especial do jogo de palavras no início de cada novo caso. O livro é pequeno, muito pequeno, quando se chega ao fim apetecia que fosse maior.”
G.C.

Sentenças da Vida é um livro cativante apesar de ser um livro de realidades tristes.”
H.C.

O livro É Tão Fácil Morrer é um livro muito interessante devido à escrita intensa e à realidade ali transcrita.”
T.M.

“Fiquei surpreendido com as histórias contadas entre pais e filhos , no livro Os Filhos Não São Maus. É sem dúvida um livro que dá a conhecer a mudança da sociedade e de tudo o que a envolve. Fez-me estar desperto para muitos dos problemas que por vezes contacto, com pessoas que precisam de ser ajudadas.”
M.C.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Livro "Sentenças da Vida" merece mais uma excelente análise crítica





    

    O Livro "Sentenças da Vida" é, sem dúvida, um testemunho importante para se perceber a problemática das famílias e muito particularmente das crianças e jovens deste país, abusados, maltratados e abandonados. Isso mais uma vez é reflectido na crítica e análise publicada por duas psicólogas no blogue flamesmr.blogspot.com e que abaixo se transcreve.

 

Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012



   "O que nos moveu para a leitura de "Sentenças da Vida", foi o que vimos na contra-capa. De facto, lá refere-se que o autor (oficial de justiça) iria falar da sua experiência, contando-nos histórias reais, sem no entanto quebrar o sigilo profissional que tem de respeitar. E a verdade é que este tipo de histórias sempre nos despertaram atenção (não fossemos nós da área da Psicologia, que trata de alguns destes casos).

   Mas este, é um livro que vai mais além disso, e a verdade é que simplesmente não o conseguíamos pousar pelo que, em pouco tempo, o livro estava lido!

   O que mais nos impressionou, nem foram as histórias. Essas, infelizmente, começam a ser cada vez mais conhecidas pelo público em geral, graças à comunicação social... Não, o que nos impressionou mais neste livro foi a escrita cativante, e por vezes quase poética, do autor, que mesmo falando destes temas, conseguiu fazê-lo de uma forma límpida e bonita. Poderíamos pensar que devido à sua profissão, seria uma escrita mais objectiva e compacta, mas não. O autor, transformou um livro que relata histórias tristes (e reais!), num livro bonito de se ler.

    Uma outra coisa que nos agradou particularmente, foi o facto do autor nos colocar a reflectir sobre algumas questões importantes (ex. adopção, poder parental, etc.). Sendo desta área, tínhamos algumas opiniões previamente formadas, que se dissiparam (ou pelo menos, agora conseguimos colocar-nos num outro prisma) graças aos comentários pessoais que Carlos Santos Oliveira vai colocando enquanto relata as (des)aventuras de inúmeras personagens...

    Entretanto, gostaríamos de vos convidar a ir ao blogue do autor: Carlos Santos Oliveira - Ondas de Escrita que descobrimos enquanto procurávamos a foto para colocar neste post.

    Recomendamos a todos a leitura de "Sentenças da Vida". Não precisa de estar na área ou de entender algo sobre direito para ler. Prometemo-vos horas de reflexão e de boa leitura!

    O que nos moveu para a leitura de "Sentenças da Vida", foi o que vimos na contra-capa. De facto, lá refere-se que o autor (oficial de justiça) iria falar da sua experiência, contando-nos histórias reais, sem no entanto quebrar o sigilo profissional que tem de respeitar. E a verdade é que este tipo de histórias sempre nos despertaram atenção (não fossemos nós da área da Psicologia, que trata de alguns destes casos).
Mas este, é um livro que vai mais além disso, e a verdade é que simplesmente não o conseguíamos pousar pelo que, em pouco tempo, o livro estava lido!

     O que mais nos impressionou, nem foram as histórias. Essas, infelizmente, começam a ser cada vez mais conhecidas pelo público em geral, graças à comunicação social... Não, o que nos impressionou mais neste livro foi a escrita cativante, e por vezes quase poética, do autor, que mesmo falando destes temas, conseguiu fazê-lo de uma forma límpida e bonita. Poderíamos pensar que devido à sua profissão, seria uma escrita mais objectiva e compacta, mas não. O autor, transformou um livro que relata histórias tristes (e reais!), num livro bonito de se ler.

     Uma outra coisa que nos agradou particularmente, foi o facto do autor nos colocar a reflectir sobre algumas questões importantes (ex. adopção, poder parental, etc.). Sendo desta área, tínhamos algumas opiniões previamente formadas, que se dissiparam (ou pelo menos, agora conseguimos colocar-nos num outro prisma) graças aos comentários pessoais que Carlos Santos Oliveira vai colocando enquanto relata as (des)aventuras de inúmeras personagens...

      Entretanto, gostaríamos de vos convidar a ir ao blogue do autor: Carlos Santos Oliveira - Ondas de Escrita que descobrimos enquanto procurávamos a foto para colocar neste post.

      Recomendamos a todos a leitura de "Sentenças da Vida". Não precisa de estar na área ou de entender algo sobre direito para ler. Prometemo-vos horas de reflexão e de boa leitura!"

     Mariana e Roberta 












terça-feira, 8 de novembro de 2011

LIVRO DE POESIA "REDES" EM ANGOLA




É com enorme satisfação que acolho o facto do meu livro de Poesia "Redes" ter sido escolhido para fazer parte do catálogo de obras, de várias editoras, que as Edições Cosmos estão a apresentar e a comercializar em Angola.
Mais do que a gratificação do meu trabalho, significa que efectivamente a poesia é um pássaro de asas soltas no coração dos homens, que atravessa o tempo e a distância com um fraterno esvoaçar de sentimentos.
Precisamente nesse sentido, gostaria de partilhar a mensagem da contracapa do livro e um poema que consta do mesmo e que não são apenas frases ou versos mas, sobretudo, gritos de liberdade e de esperança.

Contracapa

Como peixes pescados pela malha apertada e insensível da vida, debatemo-nos com a culpa na alma e os gestos presos de solidão.
Só a liberdade do Amor nos pode salvar e rasgar as redes que nos tolhem os sentimentos.
Portanto, rasguemos as redes com o coração feliz.

Poema

Chamem um Palhaço 

Chamem um palhaço.
Chamem com urgência
o S.O.S.,
o 112,
uma ambulância,
mas por favor
chamem também um palhaço.
É que este povo
está a morrer de um ataque profundo
de stress e de tristeza
e necessita receber uma transfusão de energia
e o ritmo cardíaco de uma gargalhada.
Chamem um palhaço
para que a vida possa sorrir
um sorriso simples
e não ser apenas
um circo de feras,
contorcionistas e malabaristas,
devorados,
desequilibrados,
enrolados e enredados
num espectáculo infeliz de guerras,
suicídios
e cenas de sobrevivência.

Chamem um palhaço,
porque é preciso rir à gargalhada
para acordar do coma a alegria.

Vídeo da Declamação pela actriz Filomema Santos



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A Poesia no Largo ou A Festa da Poesia

Na tarde do passado sábado 24/09/2011, tive o prazer de estar presente num excelente evento realizado no Largo Vasco da Gama na Chamusca, onde a Câmara Municipal local e a sua Biblioteca conseguiram congregar as pessoas e os versos num poemário comum.
Ali, tive a oportunidade de declamar um poema sobre a Vila, a sua vida, e algumas pessoas que marcaram o tempo já distante da minha infância.
Não podia deixar de o partilhar com os vossos sentimentos.


QUANDO EU ERA MENINO


Quando eu era menino,
as vacas e as ovelhas acordavam as manhãs
com o som dos chocalhos e dos balidos.
Ranchos de homens nasciam com o sol
e acendendo os cigarros na pederneira do lusco-fusco
iam matar o bicho na tasca do António Cruz.
Dali, um bando deles,
esvoaçava como garças para os campos,
ende iam rasgar a terra com os bicos
e semeá-la e plantá-la com o fruto do suor.
Os outros, como ciclistas,
pedalando num contra-relógio,
tentavam vencer a tempo
a sirene da ferra da fábrica de tomate.

À mesma hora estremunhada da manhã
sobre o equilíbrio das cabeças enrodilhadas
com trouxas de roupa,
já as mulheres se encaminhavam
para os portos do Carvão e das Mulheres,
para irem lavar o sono dos lençóis no Tejo,
no leito rumoroso do qual
o Manuel Grilo e o Francisco Fernandes
faziam deslizar os barcos a favor da corrente,
lançando à água o véu das redes
para emalhar os barbos e as fataças.


Mais tarde, quando o reflexo do sol,
se reflectia no espelho branco das casas,
o menino ia brincar com as palavras
para a escola do mestre Manuel Barroso
onde aprendia o significado do país
e o abecedário da vida.


Naquela época tudo era tão simples
como o ciclo do tempo,
onde à noite se sucede o dia
e os anos aos meses,
com tanta naturalidade como o regresso das cegonhas
todas as primaveras aos seus ninhos
encavalitados nos eucaliptos da Estrada Nacional 118,
ou a extravasão das cheias que saltavam
numa vaga imensa sobre o tapadão,
inundando a tranquilidade verde dos campos
e o silêncio morno das casas.


Quando eu era menino
as estrelas brilhavam como malmequeres amarelos,
o cheiro da noite rescendia a feno
e a lua incendiava de luz o terreiro do baile
onde os pares ardiam de alegria
dançando enleados ao ritmo da música
encantada pela concertina alegre do Chico da taberna.


Quando eu era criança
a Vila era uma espécie de salgueiro
de ramos tranquilos e infinitos,
onde os meninos como bandos de estorninhos
vinham pousar sobre as folhas soltas pelo vento
batendo asas na ilusão da liberdade.


Quando eu era menino
hoje é já somente uma memória,
mas o umbigo do mundo
e as raízes da minha vida
continuam a brotar com fervor
do ventre da minha Terra.





sábado, 30 de julho de 2011

"A LIÇÃO DO RINOCERONTE" - O EVENTO NA 36.ª EDIÇÃO DA FEIRA DO LIVRO DA NAZARÉ

Decorreu ontem, inserida no programa da 36.ª Feira do Livro da Nazaré, a sessão de autógrafos e oferta às crianças do livro infanto-juvenil “A Lição do Rinoceronte”. Foi um excelente evento familiar, onde filhos, pais e avós estiveram unidos e reunidos em torno de uma história sobra a Família, a Amizade e o Amor.

Agradeço a todos os presentes e em particular à Câmara Municipal da Chamusca, às Edições Cosmos, à Biblioteca da Nazaré e à minha mulher, a ilustradora da obra, por tornarem possível este meu prazer e orgulho em oferecer livros às crianças.

Gesto simples, mas significativo, para quem acredita que as crianças devem ser educadas e amadas num tempo sempre presente.

Depois de cerca de 400 exemplares do livro autografados e dedicados pessoalmente e após uma viagem ao longo de um ano com o “Rinoceronte”, aprendi muito com ele e ambos mantemos uma certeza comum: só a Família, o Amor e a Amizade, podem fazer da nossa vida uma história feliz.

terça-feira, 19 de julho de 2011

"A Lição do Rinoceronte" - Sessão de Autógrafos e oferta do livro às crianças - 36.ª Feira do Livro da Nazaré

Este foi um projecto conjunto entre mim, a Câmara Municipal da Chamusca e as Edições Cosmos.

Com o objectivo de incentivar a leitura e educar para os valores fundamentais da Amizade, do Amor e da Família, com o simples gesto de oferecer livros.

No dia 29 de Julho, pelas 22 horas, inserido na programação da 36.ª Feira do Livro da Nazaré, lá estarei feliz a distribuir livros e carinho às crianças.


domingo, 26 de junho de 2011

Apresentação/Tertúlia do Livro "Os Filhos Não São Maus" na Livraria Mensagem Aberta em Vila Franca de Xira

Num ambiente íntimo, numa tertúlia onde se debateram os nossos problemas como pais e os dos nossos filhos e se falou da família no contexto social, decorreu ontem na Livraria Mensagem Aberta, em Vila Franca de Xira, mais uma apresentação do livro "Os Filhos Não São Maus". Aos presentes agradeço a sua presença, bem como a dinâmica e o diálogo que transmitiram ao evento.
Agradecimentos especiais à Susana, à Francisca e a António Matias Coelho.




Comentário veiculado pela Biblioteca Ruy Gomes da Silva ao evento do lançamento do Livro "Os Filhos Não São Maus"




No lançamento do livro de Carlos Santos Oliveira, Os Filhos Não São Maus, a sala polivalente da Biblioteca Municipal tornou-se pequena para acolher todos que pretenderam partilhar este momento com o escritor chamusquense.

Foi perturbador e uma tomada de consciência para os casos de violência praticados no seio familiar, local que deveria ser de amor e protecção. Principalmente, este livro procura ser um despertar para a realidade que nos rodeia...

domingo, 5 de junho de 2011

LANÇAMENTO DO LIVRO "OS FILHOS NÃO SÃO MAUS"

LANÇAMENTO DO LIVRO "OS FILHOS NÃO SÃO MAUS"






Decorreu ontem dia 4 de Junho, pelas 15:00 horas, na Biblioteca Municipal da Chamusca - Ruy Gomes da Silva, o lançamento do meu livro "Os Filhos Não São Maus".
A apresentação da obra pela psicóloga-Terapeuta Familiar, Dr.ª Susana Luís Gonçalves foi extraordinária. Sem apresentar fórmulas para solucionar os graves problemas de violência no relacionamento entre pais e filhos, da falta de afectos, de diálogo, de compreensão e Amor, que o livro aborda, conseguiu no entanto, de uma forma despertensiosa, captar a atenção do auditório que enchia por completo a sala do evento, fazendo reflectir as pessoas sobre o seu comportamento, comprometendo-as com a realidade social e com a necessidade de se empenharem mais, como pais e como filhos, na construção de uma sociedade verdadeiramente afectiva.
O despertador e o som do mesmo que usou como "metáfora" para, no seu entender, simbolizar o que o livro pretende: despertar as consciências, foi um momento sublime; um acordar colectivo.
Relativamente à minha intervenção, nela referi o que acho fundamental: que a violência que vemos diariamente nas imagens da televisão e que ocorre no nosso dia-a-dia, é em grande parte uma consequência do que se passa no seio familiar. A ausência de Amor e de entendimento na família, só pode contribuir para a consolidação de uma sociedade mais egoísta, mais violenta e menos humana.
No mais falei que o livro é constituído por 20 histórias.
Serão todas elas baseadas em factos reais? Só algumas o serão? Esse é um assunto que deixo à liberdade dos leitores. Sendo certo que por mais absurdas que possam parecer essas histórias, elas são apenas um reflexo das nossas vidas.
Aproveito a oportunidade para agradecer ao Presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Sérgio Carrinho, que abriu o evento com palavras de incentivo ao autor e de esperança num futuro com mais desenvolvimento e progresso social. Agradeço igualmente aos Vereadores presentes, aos membros da Assembleia Municipal, à Presidente da Junta de Freguesia de Chamusca, à própria Câmara Municipal, à Biblioteca Ruy Gomes da Silva e às funcionárias da mesma que comigo colaboraram e tornaram possível a realização do evento. Agradeço carinhosamente aos meus amigos, aos meus familiares e a todo o público presente e que fizeram do lançamento mais um momento inesquecível na minha vida.
Gostaria ainda, em particular, de agradecer à minha afilhada Patrícia Pais e ao meu irmão Paulo Oliveira, a sua ajuda e carinho e a quem durante o lançamento não me referi e a quem peço desculpa pelo esquecimento.
Por último só me resta deixar um muito obrigada a todos os que colaboram no livro e no evento e desejar que esta obra possa contribuir para melhorar as nossas vidas

sábado, 5 de março de 2011

Verso a Verso se Abraçam os Sentimentos

         No dia 26/02/2011, na Biblioteca Ruy Gomes da Silva, na Chamusca, a minha obra poética foi revisitada e declamada na Tertúlia de Poesia.
         Foi uma tarde de verdadeira comunhão com a Amizade, a Liberdade e o Amor.
         A Poesia cumpriu a sua obrigação: tornar-se humana  e partilhar os sentimentos, pedaço a pedaço como um pão.
         Só me resta agradecer à Câmara Municipal da Chamusca e a todos os que estiverem presentes, por esta sincera "homenagem" e pela sensibilidade e carinho com que declamaram os meus poemas e se abraçaram às palavras.

          Reportagem mais Completa do Evento






          
           Excerto da Reportagem





      
           O Convite

        
         Capa do Pequeno Livro ofertado aos presentes















sábado, 29 de janeiro de 2011

Video contendo excerto (2.ª parte) da entrevista que dei ao Programa E2, na rubrica "Um Livro Porque Sim, sobre o livro "Sentenças da Vida", e que foi exibida na RTP2 em Novembro de 2009.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011


Vídeo contendo excerto (1.ª parte) da entrevista que dei ao Programa E2, na rubrica "Um Livro Porque Sim",  sobre o livro "Sentenças da Vida", e que passou na RTP2 em Novembro de 2009.



terça-feira, 15 de junho de 2010

SENTENÇAS DA VIDA


      Praticamente um ano após o seu lançamento,  este livro continua a fazer parte das leituras obrigatórias de muitos leitores. Depois do contacto que recebi, do Brasil, de uma Magistrada brasileira a dar-me os parabéns pela coragem e a sensibilidade que tive ao abordar as situações descritas no texto, eis que ela me fornece igualmente as pistas do blog de onde retirei a apresentação e a crítica que abaixo transcrevo.
Afinal há um mundo de olhos que leu este livro e que lhe confere a verdadeira visão da dignidade humana que pretendi alcançar com a sua mensagem.


A PERSCRUTADORA:(COMPASS)ADAMENTE A (ESQUADR)INHAR!



DOMINGO, 23 DE MAIO DE 2010

SENTENÇAS DA VIDA - Carlos Santos Oliveira

Numa altura em que o drama da pedofilia alastra até dentro do Vaticano, as quatro paredes de um edificio que devia cumprir a sua missão de Templo, seguindo-se aos casos detectados nos Estados Unidos, Irlanda e Alemanha, até Roma, capital da cristandade, se transforma em palco de escândalos de pedofilia. No caso de um processo contra um padre que teria tido os seus crimes encobertos por um bispo. No banco dos réus, Dom Ruggero Conti, um padre de 56 anos com aparência bonachona que pregou durante 10 anos em Selva Candida, subúrbio de Roma, até a sua prisão em Junho de 2008. Convocado a depor na noite de quinta-feira, o bispo Gino Reali teve que explicar porque não agiu de imediato, quando dois jovens vieram se queixar de abusos sexuais praticados por Dom Ruggero quando eram adolescentes.

Recorde-se que a pedofilia é, hoje definida simultaneamente como doença, distúrbio psicológico e desvio sexual (ou parafilia) pela Organização Mundial de Saúde. Pode ser cometida por atentado violento ao pudor (prática de atos libidinosos cometidos mediante violência ou grave ameaça), por estupro (constranger criança ou adolescente à conjunção carnal mediante violência ou grave ameaça) ou pela pornografia Infantil (Apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar, por qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores ou internet, fotografias, imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo crianças e pré-adolescentes).

Ciente desta preocupação, Carlos Santos Oliveira (Esfera Contemporânea: 14, p. 120) publicou em Agosto de 2009, SENTENÇAS DA VIDA (Editora: Esfera do Caos) um livro que recomendo vivamente. É um conterrâneo da família, que nasceu na Chamusca, no Ribatejo, onde durante alguns anos foi jornalista. Depois de várias passagens pelas carreiras da vida é hoje oficial de justiça. Tem textos publicados em vários jornais e alguns dos seus poemas fazem parte de colectâneas. Em 2008 publicou o romance É Tão Fácil Morrer e em 2009 o livro de poesia Redes. Mas este é pertinente e arrojado: Trata da pedofilia, dos abusos sexuais, dos maus-tratos, da droga, do alcoolismo, do incesto, da prostituição, dos suicidas e dos assassinos, da desgraça das crianças abandonadas, raptadas, torturadas, cedidas às famílias de acolhimento e à adopção, "usadas como granadas na guerra entre os pais". O autor, como disse, é oficial de justiça num Tribunal de Família e Meno¬res, e, talvez por isso mesmo, uma testemunha do julgamento da condição humana. Assiste obrigatoriamente "ao calvário das famílias que se esboroam em ruínas, sem fé, num terramoto dos sentimentos. E estende as mãos para o pó dos escombros sob os quais as crianças continuam a chorar e a gritar por socorro."

SENTENÇAS DA VIDA Conta histórias que "são um repositório dramático e expressivo daquilo que no dia-a-dia vai desfilando por um Tribunal de Família e Menores. São descrições adequadamente ficcionadas de casos ocorridos, sem violação do segredo de justiça. São relatos vívidos de algumas das maiores tragédias humanas. Mas são principalmente um grito de alerta. E uma denúncia do submundo das lutas caninas dos pais dilacerando a inocência e a infância dos próprios filhos."

Mais um chamusquenho à conquista do mundo e na demanda da verdade fraturante!

PUBLICADA POR ANABELA MELÃO EM 02:20